Conforme tinha prometido anteriormente, aqui vai um post dedicado à temática da liberalização do jogo em Portugal:
Sou a favor da liberalização do jogo, como aliás, sou a favor da liberalização de quase tudo, drogas leves, prostituição, horários dos estabelecimentos comerciais, corridas e desportos com animais, etc. ...
Focando-me apenas no caso específico dos jogos de casinos, acho que o sector está na mão de um grupo económico e de interesses instalados e que não existe um verdadeiro interesse em liberaliza-lo, pois isso poria em risco os monopólios a que os políticos portugueses têm , ao longo dos séculos, prostituído a nação a interesses privados e/ou pessoais.
Porque é que a liberalização do jogo incomoda tanta gente?
Em primeiro lugar seria o acabar do monopólio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com os jogos sociais, algo que a própria Igreja Católica não gostaria que acontecesse e que representa muitos dos melhores "tachos" deste País.
Outro dos principais prejudicados, mas apenas na sua única maneira de ver as coisas, seria o grupo liderado pelo magnata Stanley Ho, pois abriria à concorrência o seu monopólio instalados dos casinos em Portugal. Mas até para este senhor, a liberalização poderia ser benéfica, tal como aconteceu em Macau, onde ele detinha o monopólio e desde que deixou de o deter aumentou os seus lucros, pois Macau passou a ser a capital mundial do jogo e muitas mais pessoas acorreram ao território e a ela possibilitou-lhe a abertura de mais casinos.
Penso que o mesmo sucederia por cá, vários casinos abririam em varias localidades atraindo mais turistas e mais receitas, diversificando a nossa oferta e criando uma maior entrada e fixação de capitais e a criação de mais postos de trabalho.
Também os impostos cobrados pelo estado seriam maiores aumentando o nível de receitas.
Juntamente com os casinos floresceria todo o negócio da hotelaria e restauração e também doas artes e entretenimento. Bem como os artigos de luxo, moda, lojas e transportes.
Em paralelo com os casinos, a liberalização das apostas desportivas permitiria aumentar as receitas das nossas equipes em variados desportos, principalmente nas corridas de cavalos e cães, mas também no futebol, rugby, andebol, basquetebol, voley, ténis, desportos motorizados e boxe, bem como artes marciais, entre outros.
Porque é que não havemos de ficar com uma parte dos lucros das empresas que já exploram este mercado em Portugal através da Internet?
Seria isso assim tão mau para o governo? Obter uma receita que não fosse retirada dos bolsos dos Portugueses, classe média e trabalhadores por conta de outrem?
A transferência
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Faço minhas estas palavras de Vital Moreira: "a deslocalização territorial
de alguns dos numerosos institutos e agências do Estado sedeados em Lisboa
dev...
Há 8 anos
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